Oficina Põe no Papel

Diário de Pesquisa – Abra suas asas e solte suas feras

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   Começo esta série de textos por diversos motivos, o primeiro deles é certamente o mais pragmático: trata-se de um exercício para a disciplina de metodologia que estou cursando no mestrado, mas como parece ser uma tendência (e vocês vão perceber isso ao longo do tempo), os estudos, a profissão e minha vida pessoal sempre se misturam. Isto quer dizer que, esta tarefa do mestrado resolve um pedido da minha orientadora de melhorar a escrita, e para isso não há nada melhor do que a prática, e uma necessidade pessoal de cuidar melhor deste blog.
   Espero que esta iniciativa mostre um pouco da minha evolução desde quando eu abri a Oficina Põe no Papel no final da graduação sem saber direito que rumo tomar e criando aqui um espaço de experimentação, até agora que estou com um objetivo mais claro sobre a minha carreira e pretendo compartilhar as experiências sobre o caminho que escolhi, isto é, a vida acadêmica.

   Os tópicos de que falarei adiante foram retirados das atividades do livro “Planejar gêneros acadêmicos” (MACHADO, A. R., 2005, p.29).

Com quem vou conversar sobre tudo isso?

  Dedico esta série aos meus colegas de pesquisa que, assim como eu, passam por momentos solitários de estudo pensando ‘será que isso só acontece comigo?’ e para dizer que talvez aquela pessoa que chegou atrasada na biblioteca e precisa decidir entre sentar longe da tomada ou na mesa em que está batendo sol deve passar pelas mesmas alegrias e perrengues que você.

  E também para os alunos de graduação e demais interessados em entrar para a acadêmia e descobrir ‘o que tanto o pessoal da USP faz naquela biblioteca’ (pergunta que nunca ninguém fez, mas eu gosto de imaginar).

Como estou me sentindo diante de tudo isso?

Parágrafo explicativo: a atividade do livro dava algumas perguntas como sugestão para início do diário de pesquisa, como vocês podem ver no primeiro parágrafo eu ainda estava engessada nos moldes acadêmicos, formais e soberanos, mas terminei a primeira pergunta assim:

Ai que falta me faz uma nota de rodapé, se isto virar texto de blog mesmo vou precisar encontrar outra linguagem, além da acadêmica que já me tira o sossego… será que não estou tentando abraçar o mundo com as pernas (outra vez)?

E terminei a última pergunta assim:

Estou contentíssima em ter escrito onze páginas, assim num passeio sem me preocupar excessivamente com a forma escrita e citações e teorias e ainda ser capaz de ver quanta coisa eu aprendi neste primeiro ano de mestrado. Agora vamos colocar estes textos em circulação e ver o que acontece, se eu gostar posso me arriscar a escrever mais.

Então pra criar uma introdução e contextualizar vocês sobre essa nova série e ao mesmo tempo mostrar a evolução da minha escrita e das reflexões ao longo da atividade eu resolvi colocar as duas últimas perguntas das atividades sem alterar o texto e fazer esse parágrafo explicativo. As perguntas sugeridas por MACHADO (2005, p.29) que serão temas das próximas publicações são:

a) O que aprendi até agora sobre a atividade de fazer pesquisa?

b) O que aprendi tem alguma relação com a minha vida pessoal?

c) O que achei mais interessante e o mais desinteressante?

d) Que facilidades e dificuldades estou encontrando?

e) O que posso fazer para superar as dificuldades?

f) Que leituras estou fazendo que têm me ajudado? Por quê?

g) Quais são as minhas dúvidas?

h) O que posso fazer para vencê-las?

i) Com quem vou conversar sobre tudo isso? (respondida neste post)

j) Como estou me sentindo diante de tudo isso? (respondida neste post)


Você também pode começar seu diário de pesquisa e compartilhar comigo!

A referência principal para este diário é: MACHADO, A. R (cord.) Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola Editorial, 2005, p.23-29


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