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Mulheres Inspiradoras: Capitolina

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Tenho certeza de que isso aconteceu com mais garotas além de mim, faz parte do ritual. Ganhamos sutiã, os pelos aparecem (e logo são arrancados), a menstruação vem e de uma hora pra outra não sabemos mais quem somos, ou pelo menos é isso que parece, porque todo mundo aparece com livros, revistas e conselhos sobre como devemos nos portar e o que devemos nos interessar agora que somos ‘mocinhas‘.

E em algum momento da vida a gente começa a se incomodar sem saber exatamente o que é, aí dizem que é TPM, que é sensibilidade feminina, o relógio biológico chamando, menopausa e qualquer outro título que tente nos encaixar em outro padrão. Então novos livros, revistas e sites surgem para nos orientar e nos enquadrar. O mais surpreendente é que mesmo com tantas ‘orientações’ as mulheres são as que mais sofrem com transtornos psicológicos. De acordo com este documento da Organização Mundial da Saúde:

fonte: Mulheres e Saúde...

fonte: Mulheres e Saúde…

“Embora as mulheres sejam menos propensas que os homens a sofrerem transtornos causados pelo uso de álcool e drogas, elas são mais suscetíveis à depressão e à ansiedade. No mundo, um total estimado de 73 milhões de mulheres adultas sofre um grande episódio depressivo a cada ano. Estima-se que aproximadamente 13% das mulheres sejam afetadas por transtornos mentais após o parto, incluindo a depressão, no período de um ano após o parto.” – fonte: Mulheres e Saúde – Evidências de Hoje, Agenda de Amanhã

Vocês entendem aonde eu quero chegar? As regras e imposições começam junto com as mudanças que não podemos evitar em nossa vida, então nós começamos a achar que o certo é tentar se enquadrar nas regras, obviamente não conseguimos e passamos a vida toda lutando contra nós mesmas.

Tudo isso pra dizer a importância de uma iniciativa como a Revista Capitolina, ela poderia ter me salvado de muito sofrimento se existisse na minha época de ‘pré-adolescente’. Imagina ler um livro que ao invés de se propor a me ensinar como ser uma garota descolada, perfeita e acima de tudo ‘eu mesma’, viesse com a seguinte mensagem:

“Não é à toa que acreditamos tanto na sororidade, ou seja, no amor entre irmãs. É que sabemos que, por mais que venhamos de realidades distintas, juntas vamos muito mais longe. Sabemos também que toda menina no mundo – independentemente da idade – precisa do apoio de suas irmãs, sejam elas de sangue ou não. É dessa espécie de amor que tiramos força para seguir em frente, encarar nossos medos, atingir nossos sonhos e, assim, apoderarmos de tudo o que quisermos. Desde os direitos mais básicos que não são concedidos a nós, mulheres, até os delírios mais doceses que possamos imaginar.” – Capitolina, O Poder das Garotas. Vol.1 pg.7

Enfim, espero que este blog também sirva para mostrar outras possibilidades fora do padrão, você topam?

Então nos vemos nas próximas publicações,

leila2


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