Oficina Põe no Papel

Crise de Fim de Curso, como lidar?

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Pode parecer contraditório começar o ano já falando do fim, mas foi por pensar no fim que eu comecei a Oficina Põe no Papel e acredito que vale a pena compartilhar essa história com vocês. Afinal, todo final de ciclo faz a gente passar por essa mistura da insegurança e entusiasmo que o desconhecido traz e comigo não está sendo diferente.

Contra fotos não há argumentos, acabou.

Contra fotos não há argumentos, acabou.

Este é o ano em que me formo em Letras pela Universidade de São Paulo. No começo do curso eu esperava muitas coisas da “melhor universidade da américa latina” e minhas expectativas foram superadas a cada semestre, mas em uma coisa eu não pensava: o que fazer depois que a faculdade terminar? Talvez por conta das piadas que rondam o curso (a gente realmente nunca sabe o que vai acontecer e o que era programado para durar 4 anos pode chegar a 6, 7, 8…), da possibilidade de pós-graduação e o reingresso que dão a impressão de que a gente não vai precisar da faculdade, enfim, eu não esperava que isso viria tão rápido.

E veio como um convidado que chega antes da festa e deixa o anfitrião sem saber como entretê-lo: os salgadinhos ainda estão no forno, falta uma coisa ou outra da decoração e a playlist ainda está com escolhas pendentes. Eu tenho todas as possibilidades registradas no meu currículo e no meu histórico escolar, ali diz que eu posso falar sobre literatura, linguagem, língua portuguesa, italiano; fala também que eu posso trabalhar em revistas, editoras, escolas… mas o que fazer com isso tudo?

Põe no Papel esse planos que dá certo!

“Põe no Papel esse planos que dá certo!” – Eu, quando criei a Oficina

A realidade é o segundo convidado a chegar, mas é daquele tipo chato que repara em tudo. Assim eu me sinto constrangida a mostrar resultados, quero mandar currículos para grandes empresas multinacionais e passo horas estudando mil maneiras infalíveis de turbinar meu perfil no LinkedIn. Mas o encanto e o romantismo de estudante universitário ainda estão em casa, então eu penso que teria uma vida infeliz se passasse os meus primeiros anos de recém formada preocupada em bater o ponto e calculando o saldo do VR e do VT ao invés de me lançar contra a corrente em um empreendimento ou uma viagem de mochilão sem destino e sem data pra voltar.

Só sei que agora o tempo, a realidade e o sonho estão fazendo a maior festa na minha vida e eu estou lançada a esse caos. Ora sou anfitriã, ora sou garçonete, ora convidada. Tenho a Oficina Põe no Papel e me desdobro no meio de currículos e freelas pra ela funcionar, faço todo processo seletivo que vejo pela frente torcendo pelo resultado positivo e respirando aliviada com cada negativa – é mais tempo pra Oficina, eu sempre penso. A única certeza que eu tenho agora é que dessa festa eu não posso ficar de fora. E a ressaca ou a glória, bem… isso fica pro ano que vem.

Espero contar com vocês durante esse ano e quero muito ouvir o que vocês viveram nessa época de fim de ano, comenta aqui e vamos conversar!

Nos vemos nas próximas publicações,

leila2


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